Histórico da Oficina Literária Letras no Jardim

A Oficina Literária surgiu em maio de 2008 nos jardins de uma casa. Eram quatro escritores que discutiam seus escritos. O grupo foi crescendo e passamos a ocupar o auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina. Começamos a estudar os diferentes gêneros literários. Poesia, conto, crônica, romance, dramaturgia. Durante a oficina de dramaturgia surgiu o grupo de teatro da Cia.de Teatro Letras no Jardim que tem apresentado várias peças e o grupo do cinema que já produziu dois curtas metragens e um documentário. Estes mais experimentais. Com o passar do tempo começamos a contar histórias nas escolas da cidade e em outras regiões de Santa Catarina.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Como se elabora uma Crônica?

Deve existir uma relação de acontecimentos ordenados segundo a marcha do tempo. Há seqüência cronológica. A crônica oscila entre a reportagem e a literatura, entre o relato impessoal, frio de um acontecimento trivial e a recriação do cotidiano por meio da fantasia.

Etapas para escrever sua crônica:
1. Escolha algum acontecimento atual que lhe chame a atenção. Você pode procurá-lo em meios como jornais, revistas e noticiários. Outra boa forma de encontrar um tema é andar, abrir a janela, conversar com as pessoas, ou seja, entrar em contato com a infinidade de coisas que acontecem ao seu redor. Tudo pode ser assunto para uma crônica.É importante que o tema escolhido desperte o seu interesse, cause em você alguma sensação interessante: entusiasmo, horror, desânimo, indignação, felicidade... Isso pode ajudá-lo a escrever uma crônica com maior facilidade.
2. Muito bem. Agora que você já selecionou um acontecimento interessante, tente formular algumas opiniões sobre esse fato. Você pode fazer uma lista com essas idéias antes de começar a crônica propriamente dita. Frases como as que seguem abaixo podem ser um bom começo para você fazer a sua lista:
"Quando penso nesse fato, a primeira idéia que me vem à mente...""Na minha opinião esse fato é..." "Se eu estivesse nessa situação, eu...""Ao saber desse fato eu me senti...""Sobre esse fato, as pessoas estão dizendo que...""A solução para isso...""Esse fato está relacionado com a minha realidade, pois..."


Quando a noite chega - Jairo Bahia
Quando anoitece, acho muito agradável passear pelas ruas centrais de nossa capital. A essa hora, temos mais liberdade de transitar pelos passeios, pois não há aquele acúmulo de pedestres, tão comum no horário comercial.
E sem aquele burburinho de gente apressada e do intenso movimento de veículos, podemos ver o que durante o dia não vemos. As vitrines iluminadas e bem ornamentadas; os grupinhos nas esquinas ou junto às bancas de jornais discutindo assuntos da atualidade; os cartazes de cinema, mostrando atrizes em poses provocantes ou pistoleiros com cara de maus.
Vemos casais ou famílias passeando e assistimos um interminável desfile de beleza feminina. Louras, morenas, altas ou baixar, elas passam por nós deixando no ar o aroma de um perfume. Blusões coloridos, calças justas e mini-saias mostrando pernas bonitas.
Desfila o "broto" e a "coroa". A conservadora e a moderninha. E é agradável poder ver tudo isso.
A essa hora podemos ver também os contrastes da Capital. Prédios novos e modernos ladeando casas velhas. Grandes magazines junto a modestos bazares. Carros novos ao lado de calhambeques. Gente bacana. gente feia, gente nova e gente velha. Gente rica e gente pobre. Menino bem vestido. jogando fora o resto do sanduíche c o menino maltrapilho, catando no chão este mesmo sanduíche para saciar sua fome.
Vemos, com orgulho, a construção acelerada dos viadutos e da nova rodoviária. Mas sentimos vergonha da sujeira e da falta de conforto da rodoviária antiga. Passamos por bons cinemas como o Art Palácio, mas vemos também "pulgueiros" como o São Geraldo.
São alguns dos contrastes que a gente vê, porque a noitinha descobre Belo Horizonte para nós. E passeando pelo centro podemos analisar a nossa capita. Sentimos o ardor de sua juventude e compartilhamos de sua esperança no futuro. Envergonhamo-nos com ela da eterna falta de água nas torneiras e vibramos com ela nas grandes jornadas esportivas do Mineiro.
Enfim, passear a noite pelas avenidas, nos enseja ver Belo Horizonte, sentir Belo Horizonte e conhecer Belo Horizonte...

Conto Minimax

Deve ser formado por 5 linhas de mais ou menos 80 toques cada uma. Primeira linha: apresentação do personagem principal ou do problema
Segunda: o conflito - deve conter uma conjunção adversativa - indicativa de oposição (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, etc...)
Terceira: Ação / desenvolvimento
Quarta: Acão / desenvolvimento
Quinta: Resolução.O inesperado.

Exemplo:
Presente de Aniversário
Aluísio amava Célia loucamente, mas ela dizia que cama só depois de casados. Ele sofria.
Todavia, um bilhete na mesa: "É hoje! Faço anos. Venha às nove! C." Ele se entusiasmou.
Chegou cinco para às nove,mas não havia luz e a sala estava vazia. Foi ao quarto: Nada!
"Ah! Ela quer me surpreender! Mas, quem vai surpreendê-la sou eu !". Tirou toda a roupa.
Entrou na sala e a luz se acendeu. Estupefatos, Célia e a família, que viera para conhecê-lo.

domingo, 6 de julho de 2008

Hoje visitei o Jardim, num domingo ensolarado.......

Deixo a contibuição de um Contador de História

Homens e mulheres de segunda milha

Foi no ano de 63 A C. que Pompeu - famoso general romano autor da frase: "navegar é preciso, viver não é preciso"-, no final de sua campanha no Oriente, implantou as insígnias romanas sobre Jerusalém. O povo judeu começou a experimentar o rigor do jugo que Roma lhe impusera . Entre as medidas vexatórias introduzidas pelo dominador romano, contava-se aquela que conferia a um legendário de César em viagem pela Palestina, o direito de recrutar um judeu qualquer para carregar-lhe a bagagens até o limite de uma milha.Pode-se imaginar a humilhação de um israelita ao ver-se compelido a palmilhar ao lado do invasor, carregando a bagagem de um gentio arrogante, um trecho de estrada poeirenta de sua terra natal, sob os raios dardejantes de um sol asiático.Anos depois, perante um auditório de israelitas ciosos de suas prerrogativas como filhos de Abraão, herdeiros legítimos do solo de Canaã, capazes de submergir suas divisões tradicionais no ódio comum ao dominador, é que Jesus pronunciou as palavras do Sermão da Montanha cujo significado repercute até nossos dias:“ E se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (Mateus 5: 41)Que solução divinamente simples para o intrincado problema das relações entre duas raças visceralmente hostis! Fazendo sempre mais que a sua obrigação legal de andar uma milha, o judeu conservaria sua dignidade andando uma milha a mais por vontade própria, resgatando assim, a sua capacidade de decidir.A primeira milha está no plano do dever, a segunda no plano do amor. O dever é majestoso; o amor é divino. O dever obriga; constrange o amor. O dever enaltece; o amor sublima.Caminhar a segunda milha é alcançar um novo patamar de liberdade.É importante refletir sobre essa passagem, buscando uma aplicação diária. Será que estamos caminhando a segunda milha no amor,no trabalho, na família e na comunidade? É para pensar...

Julião Goulart - 6 de Julho de 2008 10:27

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Versos Livres

Retira a obrigatoriedade de metrificar. Os versos não seguem a mesma medida.

Ex. Inverno
primavera
poeta é
quem se considera.
(Paulo Leminski)

Observar: o ritmo (modulação entre sílabas fracas e fortes) e a pausa (sempre no final do verso) no lugar certo. O silêncio tem significado.

Um pouco de mão
em todo poema que ensina
quanto menor
mais do tamanho da China.