Histórico da Oficina Literária Letras no Jardim

A Oficina Literária surgiu em maio de 2008 nos jardins de uma casa. Eram quatro escritores que discutiam seus escritos. O grupo foi crescendo e passamos a ocupar o auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina. Começamos a estudar os diferentes gêneros literários. Poesia, conto, crônica, romance, dramaturgia. Durante a oficina de dramaturgia surgiu o grupo de teatro da Cia.de Teatro Letras no Jardim que tem apresentado várias peças e o grupo do cinema que já produziu dois curtas metragens e um documentário. Estes mais experimentais. Com o passar do tempo começamos a contar histórias nas escolas da cidade e em outras regiões de Santa Catarina.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Lenda

é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral através dos tempos.

De caráter fantástico e/ou fictício, as lendas combinam fatos reais e históricos com fatos irreais que são meramente produto da imaginação aventuresca humana.

Com exemplos bem definidos em todos os países do mundo, as lendas geralmente fornecem explicações plausíveis, e até certo ponto aceitáveis, para coisas que não têm explicações científicas comprovadas, como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. Podemos entender que lenda é uma degeneração do Mito. Como diz o dito popular "Quem conta um conto aumenta um ponto", as lendas, pelo fato de serem repassadas oralmente de geração a geração, sofrem alterações à medida que vão sendo recontadas.

Lendas no Brasil são inúmeras, influenciadas diretamente pela miscigenação na origem do povo brasileiro. Devemos levar em conta que uma lenda não significa uma mentira, nem tão pouco uma verdade absoluta, o que devemos considerar é que uma história para ser criada, defendida e o mais importante, ter sobrevivido na memória das pessoas, ela deve ter no mínimo uma parcela de fatos verídicos.

Muitos pesquisadores, historiadores, ou folcloristas, afirmam que as lendas são apenas frutos da imaginação popular, porém como sabemos as lendas em muitos povos são "os livros na memória dos mais sábios".


O saci

A figura do saci surge como um ser maléfico, como somente brincalhão ou como gracioso, conforme as versões comuns ao sul.4

Na Região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Herdou também, da cultura africana, o pito, uma espécie de cachimbo e, da mitologia europeia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho usado pelo lendário trasgo.5 Trasgo é um ser encantado do folclore do norte de Portugal, especialmente da região de Trás-os-Montes. Rebeldes, de pequena estatura, os trasgos usam gorros vermelhos e possuem poderes sobrenaturais.

Considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes noturnos com seus assovios – bastante agudos e impossíveis de serem localizados. Assim é que faz tranças nos cabelos dos animais, depois de deixá-los cansados com correrias; atrapalha o trabalho das cozinheiras, fazendo-as queimar as comidas, ou ainda, colocando sal nos recipientes de açúcar ou vice-versa; ou aos viajantes se perderem nas estradas.

Referência:
    CASCUDO, Luís da Câmara, Dicionário do Folclore Brasileiro, verbete Saci


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Fábula

Estamos na segunda semana de nosso estudo a respeito de literatura infantil. Semana passada estudamos Fábula.
A fábula é uma história curta que geralmente tem no final um ensinamento. Os protagonistas, na maioria das vezes, são animais. Como todo conto, geralmente trata-se de um cenário e poucos personagens. Monteiro Lobato escreveu fábulas lindas e Félix Maria de Samaniego também.




terça-feira, 16 de julho de 2013

Insparadores

Inspiradores têm sido nossos encontros literários. Pelo menos assim, tem dito alguns de nossos integrantes. Semana passada estudamos fábulas, lemos Monteiro Lobato, nossas produções e vimos ilustrações da  época renascentista. Tivemos a intervenção da editora Lenir Córdova e exercitamos nossa escrita com nossas fábulas.
A seguir, inspirações do Letras no Jardim na "voz do escritor" Paulo Berri.


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 O Sumiço do Sapo

                                             # Aliteração com o fonema “s”
O SAPO SISUDO
SOPROU SUA CINA
E o SEMBLANTE SOTURNO

SENTINDO-SE SUAVE
SEM SUSPEITAS
SAIU SORRATEIRO. . .

E do SONO SINGELO
SIMPLESMENTE
SEGUIU. . .

SABE-SE-LÁ-AONDE. . .

        (pois) O SAPO SUMIU!

# Inspiração: Durante uma tarefa literária costumeira no grupo Letras no Jardim (fugi do conto e me rendi à inspiração).  Obs.: feito em menos de 5 minutos.  12/07/2013


Liberdade

O que seria Liberdade

     Senão um par de asas

          Daqueles que voam!?

# Num Sarau comemorativo aos 50 anos de casamento do casal Antônio e Carmem, instigado pelo patriarca com a questão: “O que é liberdade?”
13/07/2013


QUERER  (ou não)


Deem-me a Liberdade
De cometer meus próprios erros
        De ser o que sou
        De não ser o que não sou
        De tentar ser o que quero ser
         E principalmente:
        De não ser quem eu já fui

Desde que:
O meu ser que é
E tudo aquilo que não sou
        Não interfira no que você é
        Ou no que pretende ser

Cada querer no seu canto!
        Fácil se fosse assim...
        Pois os “quereres” se misturam
        E nessa “misturança”
        Novos “quereres” surgem

É tanto querer!!!
Mas tanto querer!!!!!!
        Que agora não quero mais
        Brincar de escrever      Fui!!!

# Ainda sob os efeitos benfazejos dos eloquentes Sarais de Itajaí e São Pedro de Alcântara.  14/07/2013

sábado, 13 de julho de 2013

Manifesto à poesia - Flôr Kepah 19/08/2011.

Não estranhe a naturalidade de meu poema, de cada verso: contemporâneo, direto, livre, sem amarras... Estranhe o excesso de rebuscamento do verso alheio, geralmente, utilizado para mostrar o tamanho do Aurélio que carrega: léxicos. Palavras que se misturam sem apropriação, vagam por metáforas incompreensíveis, geralmente, por falta do que dizer, sem uma mensagem real, sem foco.  Não são diretas, não acompanham o presente, a velocidade da informação, o desprendimento da arte. Então, tornam-se obsoletas e descartáveis. Pior, com cara de outro século, com algumas poucas exceções: as obras dos gênios surrealistas sobrevivem ao tempo que, dali (trocadilho com o mestre Salvador Dalí) não morreu.

Pobre dos eruditos! Exageram em seus textos adornados, cheios de incompreensão. De tão ocultos, são incontestáveis, conseqüentemente, arrogantes e prepotentes. Assemelham-se a uma teia de aranha (envenena o outro), confusos e petulantes, tirados de um livro de história. Aprisionados a regras pré-impostas, medidas, sem coragem para rompê-las, em prol de algo novo, autêntico. Que espelhe os seus reais pensamentos, sentimentos e modos de ser, desnudos. Sem “plágio”, sem medo de desapegar-se do passado, mantendo- o no eterno olhar de admiração ao que foi condizente ao tempo: à construção arquitetônica Barroca, que em ruínas ou não, será sempre bela.  

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Literatura Infantil

Esta primeira semana de julho começaremos nosso estudo sobre literatura infantil. Contos, crônicas e poesias. Nos contos veremos a  composição de personagens e junto a este tema faremos um enlace com os artistas que trabalham as ilustrações. Este ano, a Oficina Literária estuda as artes e as letras em paralelo. O estudo vai até agosto. Em cada etapa faremos também exercícios de criação literária.
Vale conferir, sempre às sextas-feiras na Fundação Cultural BADESC das 17:00h às 18:30h, no centro de Florianópolis.