Histórico da Oficina Literária Letras no Jardim

A Oficina Literária surgiu em maio de 2008 nos jardins de uma casa. Eram quatro escritores que discutiam seus escritos. O grupo foi crescendo e passamos a ocupar o auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina. Começamos a estudar os diferentes gêneros literários. Poesia, conto, crônica, romance, dramaturgia. Durante a oficina de dramaturgia surgiu o grupo de teatro da Cia.de Teatro Letras no Jardim que tem apresentado várias peças e o grupo do cinema que já produziu dois curtas metragens e um documentário. Estes mais experimentais. Com o passar do tempo começamos a contar histórias nas escolas da cidade e em outras regiões de Santa Catarina.

segunda-feira, 30 de março de 2009

ALMA DE POETA - Autora: Susana Zilli

Quem irá entender
A alma de um poeta,
Que é capaz de chorar
Quando sorri,
Que ama a vida,
Os amores,
E os dissabores.
Rejeita o impossível,
Aceita o desafio
Na sua grandiosidade.
Vive de pensamentos
E de cada momento
Resta apenas
Uma saudade.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Crônica

Relato de acontecimentos em ordem cronológica (a narração de histórias segundo a ordem em que se sucedem no tempo).
A crônica é, primordialmente, um texto escrito para ser publicado no jornal.
Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo.
O cronista se alimenta dos acontecimentos diários dá-lhes um toque próprio, incluindo em seu texto elementos como ficção, fantasia e criticismo, elementos que o texto essencialmente informativo não contém.
A crônica situa-se entre o Jornalismo e a Literatura, e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia-a-dia.
A crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor.
A crônica apresenta uma visão totalmente pessoal de um determinado assunto: a visão do cronista.
O cronista transmite ao leitor a sua visão de mundo. Ele expõe a sua forma pessoal de compreender os acontecimentos que o cercam.
Geralmente, as crônicas apresentam linguagem simples, espontânea, situada entre a linguagem oral e a literária. Isso contribui também para que o leitor se identifique com o cronista, que acaba se tornando o porta-voz daquele que lê.

Bibliografia:
A Criação Literária – prosa – Massaud Moisés

quarta-feira, 11 de março de 2009

ÀS MULHERES - Bety Ossig

Mulheres,
guerreiras do cotidiano
nossa luta continua em busca da justiça,
de uma sociedade mais digna
à nossa espécie.
Guerreiras da rua
seguimos a passos largos,
tentando vencer as horas
em tudo que havemos de fazer
lar,
trabalho,
ideais...
Guerreiras sem fronteiras
na desigualdade de direitos,
buscando avanços
que com muita demora
conquistamos
Preconceitos tentamos vencer
Que a sociedade nos agrilhoa.
Ferrenhas lutamos,
divididas
entre ódio e amor,
humilhação e triunfo,
submissão e poder.
A luta é incansável,
árdua, imensurável
não paramas a cada dia
se nos apresenta
uma tênue esperança
que nos redobram esforços.
MULHERES
minha homenagem a nós,
brancas, negras ou amarelas,
pobres, ricas ou miseráveis
a coragem tem sido nosso nome
nesta batalha que travamos
desde a nossa casa
até a roda de amigos
na busca de engajamento
na tomada de consciência
de novas companheiras,
de novas guerreiras
onde tijolo a tijolo
num exercito incomum
sem importar os limites e diferenças
mais unidas do que nunca
construiremos neste universo
um mundo bem melhor
A NÓS MULHERESE A TODA HUMANIDADE.

Bety Ossig

domingo, 1 de março de 2009

INÍCIO DAS ATIVIDADES

CAROS COLEGAS E AMIGOS,
A OFICINA LITERÁRIA INICIARÁ SUAS ATIVIDADES NA BIBLIOTECA PÚBLICA DE FLORIANÓPOLIS - RUA TENENTE SILVEIRA, NO DIA 20 DE MARÇO, SEXTA-FEIRA, DAS 15:00 ÀS 18:00 HS.

PREPAREM SEUS TEXTOS.

MULHER NÃO NASCE, ESTRÉIA! - Texto cedido por Susana Zilli de Mello

Mulher não nasce, estréia!
Estréia na vida, no trabalho;
Estréia na escola, que seja da vida;
Mas estréia.
Estréia na faculdade, no teatro,
Que seja o da vida, mas estréia.
E de estréia em estréia, vai ficando aos poucos
Mulher dos acontecimentos, do dia a dia.
Estréia no amor, nas emoções; e nos sentimentos.
Estréia também nas decepções dos relacionamentos;
Reais ou virtuais, não importa;
Amorosos ou não, mas estréia.
Estréia na escolha dos parceiros que algumas vezes podem decepcioná-la, mas estréia.
Estréia na maternidade, onde certamente se dá o mais lindo fenomeno da vida:
O nascimento!
O choro, o primeiro de muitos que certamente virão.
A mulher é completa nos sentimentos, nos gestos, nas emoções; e na maioria de suas ações.
Seja pessoal ou profissional, ela conquista o direito da luta sem par.
E ganhando em sua vivência, estréia na maior de suas experiências o direito de se ver e se sentir mulher.
Mulher se não nasce, também não morre, muda de dimensão; deixa o carinho, a saudade, a lembrança enfim.
Uma prova viva da sua estréia.


(by: Jorge Oliveira)