Histórico da Oficina Literária Letras no Jardim

A Oficina Literária surgiu em maio de 2008 nos jardins de uma casa. Eram quatro escritores que discutiam seus escritos. O grupo foi crescendo e passamos a ocupar o auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina. Começamos a estudar os diferentes gêneros literários. Poesia, conto, crônica, romance, dramaturgia. Durante a oficina de dramaturgia surgiu o grupo de teatro da Cia.de Teatro Letras no Jardim que tem apresentado várias peças e o grupo do cinema que já produziu dois curtas metragens e um documentário. Estes mais experimentais. Com o passar do tempo começamos a contar histórias nas escolas da cidade e em outras regiões de Santa Catarina.

domingo, 19 de junho de 2011

Próximo Encontro

Depois do Feriado de Corpus Christi nossos encontros serão de estudos de elaboração de contos.














Os últimos meses têm sido de trabalhos constantes e intensos debates enriquecedores.













quinta-feira, 16 de junho de 2011

Versos brancos e Versos livres

Este mês vimos á diferença entre versos livres e versos brancos. Sabem qual é?

Verso branco
Versos brancos são versos que possuem métrica, mas não utilizam rimas. Desde o século XVIII temos como exemplo o poema "O Uraguai" (1769) de Basílio da Gama e no século seguinte os românticos também o empregaram como Álvares de Azevedo e Fagundes Varela.
Vejamos um exemplo de Carlos Drummond de Andrade, primeira estrofe do poema "O Elefante":

Fabrico um elefante branco
de meus poucos recursos.
Um tanto de madeira podre
tirado a velhos móveis
talvez lhe dê apoio.
E o encho de algodão,
de paina, de doçura.
A cola vai fixar toda
suas orelhas pensas.
A tromba se enovela,
é a parte mais feliz
de sua arquitetura. (...)

(Em "A Rosa do Povo" ---1945---, livro de Carlos Drummond de Andrade, ao qual pertence o poema "O Elefante". Página 104. Editora Record, 2001. ISBN: 8501061360)

Verso livre
Versos livres , também chamados irregulares, em língua portuguesa definem-se como versos que não possuem restrição Métrica. Origina-se do francês vers libre, donde seu uso sistemático é chamado de versilibrismo. Sua definição, no entanto, feita em oposição ao verso regular, ou metrificado, é diferente nas diferentes tradições literárias, posto que a métrica é diferentemente abordada em cada uma delas.
História e Características
Utililizados largamente pelo modernismo, foram introduzidos na poesia através de antigas traduções, principalmente da Bíblia, em mais de uma língua. Posteriormente, alguns poetas, principalmente românticos alemães o usaram.
Observe-se, no entanto, que enquanto na tradição renascentista e francesa o sistema métrico do poema exigia um número exato de sílabas poéticas e acentos fixos em todos os versos, na tradição das línguas anglo-saxônicas o sistema métrico não era tão exato. Mesmo na língua portuguesa temos exemplos de cantigas desde o galego-português e também desde que houve a separação entre música e poesia, que variam metricamente em um verso ou outro. Não há, por exemplo, estranheza no fato de que, no século XIX, Emily Dickinson utilizasse versos, alternadamente, de 8 e de 6 sílabas poéticas em um poema, por exemplo.
Em 1855 começa o uso sistemático do verso livre, com o poeta norte-americano Walt Whitman, tendo Charles Baudelaire publicado um poema em verso livre em 1961. O introdutor do uso sistemático do verso livre na França foi o poeta Jules Laforgue, em 1880, também tradutor de Whitman. Sendo a França, mais especificamente Paris, o centro do mundo cultural na época, pode-se dizer que é a partir da sua incorporação à poesia francesa que o verso livre passa a ser visto como um recurso com grande potencial renovador, tornando-se constitutivo daquilo que costuma chamar-se de poesia moderna. Neste contexto do surgimento de um desejo de inovação da poesia e do seu próprio conceito, ele surge quase juntamente com o poema em prosa, introduzido pelos românticos e popularizado no período simbolista na França.
Ou seja, resumindo, o verso livre não se baseiam em critérios predefinidos, mas em decisões que o poeta toma intuitivamente ou em normas por ele criadas, podendo ter maior afinidade com a prosa. Normalmente utiliza o ritmo natural da fala, podendo, também, apresentar musicalidade.
Versos livres não devem ser confundidos com versos brancos.

Livro:Teoria da poesia Moderna