Histórico da Oficina Literária Letras no Jardim

A Oficina Literária surgiu em maio de 2008 nos jardins de uma casa. Eram quatro escritores que discutiam seus escritos. O grupo foi crescendo e passamos a ocupar o auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina. Começamos a estudar os diferentes gêneros literários. Poesia, conto, crônica, romance, dramaturgia. Durante a oficina de dramaturgia surgiu o grupo de teatro da Cia.de Teatro Letras no Jardim que tem apresentado várias peças e o grupo do cinema que já produziu dois curtas metragens e um documentário. Estes mais experimentais. Com o passar do tempo começamos a contar histórias nas escolas da cidade e em outras regiões de Santa Catarina. Atualmente estamos no Espaço Cultural Rita Maria - segundo piso da Rodoviária, no centro da cidade de Florianópolis.

domingo, 28 de junho de 2015

Continuamos estudando o tema "Novela"

Tivemos a visita de um estudioso do assunto Radionovela - Ricardo Leandro de Medeiros o qual lançou livros sobre o tema. Ele esteve falando conosco sobre a radionovela em Santa Catarina, especialmente nas radios Nacional e Guarujá. Estamos adaptando e escrevendo nossos próprios textos a respeito.
















quarta-feira, 24 de junho de 2015

Entrevista em Aromas de Versos

Entrevista realizada na radio, no programa Aromas de Versos pelo escritor Manuel Mendes Hernandez, direto desde Castellón - España. em 12 de março de 2015.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Novas incursões na novela

Estamos estudando a novela de cavalaria e a radio novela.





As novelas de cavalaria  apareceram em meados do século XV. Elas eram originárias das poesias ancestrais que retratavam temas bélicos e eram conhecidas como canções de gesta. Nasceram provavelmente na França e na Inglaterra. Estes romances descreviam as façanhas realizadas por cavaleiros errantes durante a Idade Média. A princípio eram produzidas em formato poético. Posteriormente passaram a ser elaboradas em prosa. A trama básica destes livros se resume na procura de um cavaleiro por glória e justiça; ele está sempre preparado para se submeter a qualquer suplício com o objetivo de proteger o ideal do Cristianismo.
Estas obras são classificadas em três estágios, denominados ciclos. O mais antigo é o Ciclo Greco-Latino ou Clássico, o qual reproduz mitos e histórias ancestrais, tais como as aventuras de Alexandre, o Grande e dos protagonistas da Guerra de Tróia. Há o Ciclo Bretão ou Arturiano, desenvolvido na Inglaterra; ele retrata as realizações do rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda. E, finalmente, o Ciclo Carolíngio, que descreve os feitos heróicos de Carlos Magno e dos Doze Pares de França.
Autores de Novelas de Cavalaria e suas obras
  • Bernard Cornwell: As Crônicas do Rei Arthur: O Rei do Inverno; O Inimigo de Deus; Excalibur; A Busca do Graal: O Arqueiro; O Andarilho; O Herege; 1356; As Crônicas Saxônicas: O Último Reino; O Cavaleiro da Morte; A Canção da Espada.
  • Marion Zimmer Bradley: As Brumas de Avalon; Os Ancestrais de Avalon; Os Corvos de Avalon; A Senhora de Avalon; A Sacerdotisa de Avalon; Merlin, o Assassino de Arthur Falso; Excalibur Falso; O Coração de Avalon; O Regresso de Avalon; O Regresso do Rei Arthur.
  • T. H. White: O Único e Eterno Rei: A Espada na Pedra; A Rainha do Ar e das Sombras; O Cavaleiro Imperfeito; A Chama ao Vento; O Livro de Merlin.
  • Thomas Malory: Le Morte d’Arthur; Ciclo Arturiano; Tristão e Isolda.
  • João de Lobeira: Amadis de Gaula.
  • Francisco de Moraes Cabral: Palmeirim de Inglaterra.
  • A Canção de Rolando: Autor desconhecido.
  • Miguel de Cervantes: O engenhoso fidalgo dom Quixote de La Mancha.


terça-feira, 19 de maio de 2015

Gênero Novela

Iniciamos o estudo sobre o gênero Novela. Este estudo irá dos meses Maio e Junho.

"A palavra "novela" remonta ao italiano" novella", por sua vez originário da Provença ("novas", "novelas"), onde significava "relato, comunicação, notícia, novidade". 1 A raiz etimológica estaria no latim "novella", de "novellus, a, um", adjetivo diminutivo derivado de "novus, a, um". Do sentido primordial de "jovem", "novo", "recente", o vocábulo substantivou-se, adquirindo vária significação, desde" chiste", "gracejo" até "enredo", "narrativa enovelada".

Com tal significado passou a outras línguas. Em vernáculo, o termo circula na acepção de "engano", "embuste", "mentira", mas designa de modo geral uma história fictícia, longa, jorrando emoções fáceis, transmitida pela rádio e pela televisão. No terreno dos estudos literários, é empregado por vezes de modo defeituoso: rotularia, ao ver de alguns críticos, as narrativas com mais de cem e menos de duzentas páginas.

O vocábulo teria entrado para o circuito do Idioma graças ao italiano "novelle", que ainda podia revestir o sentido de "conto", fôrma que lhe era aparentada, nos confusos tempos do crepúsculo da Idade Média. Assumiu posteriormente o sentido pejorativo de "nanativa fabulosa, fantástica, inverossímil".

Novela
Etimologicamente, folhetins televisivos de longa duração deveriam ser chamados em português de telerromances, mas o termo de origem espanhola já está consagrado: telenovelas.

Radionovela
É uma narrativa folhetinesca sonora, nascida da dramatização do gênero literário novela, produzida e divulgada em rádio.
Fez enorme sucesso no início do século XX, numa era pré-televisiva. Boas histórias, bons atores e efeitos sonoros realistas eram o segredo do gênero para captar a atenção dos ouvintes. Diz-se que os grandes mestres da magia eram os sonoplastas, que para estimular a imaginação das pessoas, reproduziam todo tipo de sons e ruídos: o som da chuva, do telefone, da passagem de tempo, dos passos dos personagens.

O radioteatro já havia começado a conquistar espaço no cenário brasileiro desde a década de 30. Mas foi com “Em busca da felicidade” que as produções deslancharam. A novela teve 284 capítulos, com o texto original do cubano Leandro Blanco, que foi traduzido e adaptado por Gilberto Martins. A idéia foi da empresa de propaganda Standard, responsável pela conta publicitária de Colgate-Palmolive.

No mesmo ano que estreou “Em busca de felicidade”, começou a ser transmitida a primeira radionovela criada no Brasil. “Fatalidade”, de Oduvaldo Viana, foi ao ar pela Rádio São Paulo.
Na época das radionovelas, a sociedade ainda era extremamente machista, então elas se voltaram para o público feminino, que em sua maior parte não trabalhava fora, sendo assim ouviam a programação que era praticamente exclusiva para elas.

Muitas outras radionovelas com roteiros românticos e conservadores fizeram sucesso, mas a de maior sucesso foi “O Direito de Nascer”, assim como “Em busca de felicidade”, também foi transmitida pela Rádio Nacional. “O direito de nascer” modificou hábitos dos cariocas, parou a cidade no horário em que era transmitida, e no dia seguinte o comentário geral era sobre o capítulo anterior da novela.
A imprensa brasileira não podia ficar de fora do fenômeno que se espalhava pelo país, através das radionovelas, então surgiram as revistas especializadas, onde os ouvintes podiam encontra fotos e legendas dos atores e atrizes, e também podiam acompanhar o resumo dos capítulos.

O espetáculo das radionovelas movimentava muito dinheiro, os atores eram super disputados entre as Rádios mais famosas da época, a Rádio Nacional era a que possuía a maior constelação de artistas.
Não podemos deixar de citar a sonoplastia, que apesar de não ser muito lembrada pela história das radionovelas, foi imprescindível, pois sem ela como os ouvintes iam imaginar tão perfeitamente a cena que estava sendo dramatizada pelos artistas. Hoje em dia temos no computador quase todos os sons possíveis e imagináveis, mas naquela época tudo era manual, como o barulho das patas dos cavalos que era obtido através de cascas cocos secos.

Devido ao estrondoso sucesso das radionovelas, que ao surgir a televisão passaram a ter imagens, as novelas da televisão brasileira fazem tanto sucesso hoje em dia.

Fonte: Géneros Literários

Novela em português é uma narração em prosa de menor extensão do que o romance. Em comparação ao romance, pode-se dizer que a novela apresenta uma maior economia de recursos narrativos; em comparação ao conto, um maior desenvolvimento de enredo e personagens. A novela seria, então uma forma intermediária entre o conto e o romance, caracterizada, em geral, por uma narrativa de extensão média na qual toda a ação acompanha a trajetória de um único personagem (o romance, em geral, apresenta diversas tramas e linhas narrativas).




domingo, 3 de maio de 2015

Literatura de Cordel e próxima atividade

Nossa produção do assunto Literatura de Cordel. Nos meses de Maio e Junho estudaremos a Novela.


















Os trabalhos acima apresentados foram realizados por Giovanna Massaro, Amara Martino, Claudia Silva, José Reginaldo Galão e Milka Plaza.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Aniversário da Oficina Literária Letras no Jardim

Este ano a Associação Oficina Literária Letras no Jardim comemorou sete anos de existência. Esta data foi celebrada pelos membros do grupo e seus convidados no Espaço Cultural Rita Maria, no segundo piso da Rodoviária de Florianópolis, local em que se realizam as atividades de criação literária toda semana. No evento foram homenageados os escritores amigos da Oficina Literária: Sonia Ripoll, Ana Esther Pithan e Paulo Berri, junto com o Grupo Vocal Floripa EnCanta que apresentou músicas da Ilha de Florianópolis e do Brasil.

Até final de abril continuaremos estudando a obra de Ariano Suassuna e a literatura de cordel.

Madalena Stelmack e Mestre Vilman 
Amara Martino 
Ana Esther e Milka Plaza 
De esquerda para direita: Susana Zilli, Amara Martino, Paulo Berrim Giovanna Massaro, Claudia Silva, João Pereira, José Reginaldo Galão, Sonia Ripoll, Milka Plaza, Maria da Graça Fornari.