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Drama e Palco

 Continuando com nossas atividades de Criação Literária deste mês, iniciaremos nosso estudo de Drama e Palco. O que é Drama? Lembrando que como escritores temos que preparar o texto para o (a) diretor (a) de teatro. Nós somos os escritores roteiristas que criamos e adaptamos textos para o teatro.  O drama tem a sua origem no Séc. V a.C., na Grécia, onde aparecem as relações entre os personagens, com seus conflitos, e sem a necessidade de interferência do narrador para que a ação dramática seja compreendida pelo público. Os personagens nesse período são autonarrativos em seus diálogos e atitudes. A poética aristotélica classifica o drama como categoria literária, ao lado do lírico e do épico. As tragédias gregas são exemplos de dramas que chegam, ainda hoje, com toda a sua dramaticidade, por sobreposições de conflitos. O termo é também encontrado no cinema, na televisão, no rádio, significando um texto ficcional, peça teatral ou filme de caráter "sério", não cômico, que aprese
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Poesias de cordel

Continuando com nossa programação para o mês de  Outubro, começamos a poesia de cordel, que é  um gênero literário feito em versos com métrica e rima e caracterizado pela oralidade e por uma linguagem informal. Também chamada de literatura popular em verso, essa tradição se popularizou no final do século XIX, quando tais poesias passaram a ser impressas em folhetos e vendidas em feiras. O nome “cordel” faz referência às cordas onde os folhetos ficavam expostos. Seu formato foi inspirado nos cordéis lusitanos, trazidos ao Brasil pelos colonizadores portugueses. Os temas das poesias de cordel trazem elementos da realidade sertaneja, tratam das questões sociais e políticas e também servem como fonte de informação para o povo nordestino. O que é Cordel? Cordel são folhetos contendo poemas populares, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome. Os poemas de cordel são escritos em forma de rima e alguns são ilustrados. Os autores, ou cordelistas, recitam ess

José Lins do Rego e o regionalismo

José Lins do Rego Cavalcanti foi um escritor brasileiro que, ao lado de Graciliano Ramos, Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz e Jorge Amado, figura como um dos romancistas regionalistas mais prestigiosos da literatura nacional. Segundo Otto Maria Carpeaux, José Lins era "o último contador de histórias." Porém, hoje existem Academias de Contadores de Histórias e escritores que se destacam como escritores e contadores de histórias como Mia Couto, a Academia Brasileira de Contadores de Histórias, Ana Esther Pithan, Inês Carmelita Lohn, Milka Plaza, José Reginaldo Galão, entre outros.José Lins do Rego (José Lins do Rego Cavalcanti) foi romancista e jornalista. Nasceu no Engenho Corredor, Pilar, PB, em 3 de junho de 1901, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12 de setembro de 1957. Romancista da decadência dos senhores de engenho, sua obra baseia-se em memórias e reminiscências. Seus romances levantam todo um sistema econômico de origem patriarcal, com o trabalho semiescravo do eit

O Romance Moderno

Começamos o mês de Setembro com novo assunto. Seguindo nossa programação para 2020, o tema é o Romance Moderno. Herdeiro direto da estrutura narrativa da epopeia clássica, o romance emerge – como o concebemos hoje – entre meados do século XVI e início do século XVII, especialmente na Espanha, expandindo-se em seguida pela Inglaterra, França e Alemanha. Já no século XVIII, o romance havia se transformado na mais popular de todas as formas literárias. Em relação à epopeia, o romance traz importantes novidades: - A metrificação (verso) é abandonada e a prosa de tom relativamente coloquial torna-se uma característica da linguagem narrativa. - Por se estruturar a partir da dissolução da epopeia clássica e do declínio das novelas pastoris, galantes e de cavalaria da Idade Média, o romance emerge sem regras fixas ou modelos a serem obedecidos. Por isso, por não ter uma passado a guardar, ele se tornou a mais aberta de todas as formas literárias. - Os personagens centrais – os heróis – deixam