Histórico da Oficina Literária Letras no Jardim

A Associação Literária surgiu em maio de 2008 nos jardins de uma casa. Eram quatro escritores que discutiam seus escritos. O grupo foi crescendo e passamos a ocupar o auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina. Começamos a estudar os diferentes gêneros literários. Poesia, conto, crônica, romance, dramaturgia. Durante a oficina de dramaturgia surgiu o grupo de teatro da Cia.de Teatro Letras no Jardim que tem apresentado várias peças e o grupo do cinema que já produziu dois curtas metragens e um documentário. Estes mais experimentais. Com o passar do tempo começamos a contar histórias nas escolas da cidade e em outras regiões de Santa Catarina.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

FELIZ ANO NOVO

A Associação Literária Letras no Jardim deseja a todos um ótimo 2018. Nosso grupo entra em recesso até Fevereiro de 2018.

FELIZ ANO NOVO!


Finalizando o ano de 2017

Após o IV Encontro Latinoamericano estudamos a escrita literária infantil. Estudamos Monteiro Lobato, Haikais e Ilustração infantil.

No Brasil a literatura infantil deu os primeiros passos com as obras de Carlos Jansen (“Contos seletos das mil e uma noites”), Figueiredo Pimentel (“Contos da Carochinha”), Coelho Neto, Olavo Bilac e Tales de Andrade.

Porém, o mais importante escritor infantil foi Monteiro Lobato. É com ele que se inicia, de fato, a literatura infantil no Brasil.

MONTEIRO LOBATO

José Bento Monteiro Lobato nasceu em 1882 em São Paulo. Sua obra consiste em contos, ensaios, romances e livros infantis. Além de escritor, Monteiro Lobato foi tradutor. É considerado, juntamente com outros escritores brasileiros, um dos maiores e mais importantes nomes da nossa literatura.
Muitas obras consideradas adultas foram adotadas pelo público infantil (“As aventuras de Robson Crusoé” – de Daniel Defoe, “Viagens de Gulliver” – de Jonathan Swift e “Platero e Eu” – de Juan Ramón Jiménez), assim como muitas obras do público infantil agradam os adultos (“Sitio do Pica-Pau Amarelo”, por exemplo).

Professores, educadores e pais querem criar em seus filhos e alunos o hábito da leitura, porém, muitos adultos não tem esse hábito e usam a falta de tempo e cansaço como uma justificativa para a pouca dedicação aos livros, sem perceber que essa atitude vai tirando o interesse da criança, que no início de sua trajetória de vida via o livro como algo encantador, mágico e cheio de mistério.

CARACTERÍSTICAS

É possível listar algumas características que marcam este universo:

- Narrativa movimentada, cheia de imprevistos
- Discurso direto
- Livros com muitas ilustrações
- Finais felizes na maioria das vezes


Fotos do IV Encontro Latinoamericano de Artes e Letras












sábado, 21 de outubro de 2017

Quarto Encontro Latinoamericano de Artes e Letras

Estamos nos preparando para as atividades do Quarto Encontro Latinoamericano de Artes e Letras que este ano será na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O homenageado deste ano é o artista Silvio Pléticos. Artistas e escritores de Brasil, Chile, Argentina e Uruguai se farão presentes com suas obras de arte e livros.


TEXTO CURATORIAL  E TEXTO DA SESSÃO DE AUTÓGRAFOS
4° Encontro Latinoamericano de Artes e Letras

A exposição do 4o Encontro Latinoamericano de Artes e Letras promovido pela Associação Oficina Literária Letras no Jardim integra países do cone sul e este ano presta homenagem ao artista Silvio Pléticos, nascido na Itália, residente no Brasil desde 1960. Os artistas convidados para compor a mostra transitam entre a arte figurativa, abstrata e técnica mista. Nos abstratos se destacam Joelma Mottin com seus mosaicos e Paulo Rafael Cappai que utiliza materiais como alumínio, CDs, isopor, arame, madeira, tinta, massa plástica, couro, canos, correntes de motos, peças de ventilador, máquinas de costura e placas de computador em seus quadros e esculturas.
A arte figurativa é apresentada por artistas como Hamilton Souza, Gisele Duro Zanini, Hugo Rubilar, Juan Godoy, Doris Plaza, Janice de Bittencourt Pavan e Maria da Graça Fornari. A escultura se faz presente com José Reginaldo Galão e a técnica de modelagem em PVC, Moair Nunes com as “Raízes da Terra; a fotografia com Isadora Azevedo e a técnica mista com Patricia Di Loreto e Milka Plaza.
Nesta interação com o público, proposta pela curadora, se apresenta uma experiência de conhecer o imaginário dos artistas que trazem no seu âmago influências de movimentos cubistas, realistas, expressionistas; e nas obras dos escritores e poetas, a metáfora, a poesia urbana, política, romântica, textos simbolistas, históricos, fantásticos, que envolvem lendas e costumes dos povos. Os escritores participantes darão a conhecer seus livros de contos, poesias, crônicas e romances. Nomes como Janice de Bittencourt Pavan, Susana Zilli de Mello, Milka Plaza, Josias Rosa, Claudia Silva Amado, Maria da Graça Fornari, Moair Nunes, José Reginaldo Galão, Edenice Fraga, Odair Ribeiro, Carmen Cela, Luiz Pi de Freitas, enriquecem este cenário cultural.
Em paralelo a esta exposição, acontecerá nos dias 27 e 31 de outubro e nos dias 03, 07 e 10 de novembro no Espaço Cultural Rita Maria, das 15:00h às 17:00h, o encontro com artistas e escritores que estarão falando a respeito de suas obras e processos criativos, como forma de integrar a comunidade em um processo de arte educação de forma a estreitar os laços com o público leitor-espectador. Como dizia Aristóteles, “a alegria que se tem em pensar e aprender faz-nos pensar e aprender ainda mais”, principalmente, com estes artistas e escritores que aceitaram participar nesta edição internacional. Homenagear Silvio Pléticos é homenagear a história desde a Segunda Guerra Mundial até os dias atuais, pois este artista de 90 anos vivenciou momentos de transformações da sociedade e metamorfoses de movimentos artísticos e literários que influenciaram gerações.

Milka Plaza
Curadora da Exposição, Presidente da Associação Oficina Literária Letras no Jardim, Mestre em Arte Educação, artista plástica, escritora – Membro da Academia de Letras do Brasil, e da Academia Boituvense de Letras e Artes (Boituva/ SP) e da Confederação Brasileira de Letras e Artes – CONBLA - SP.

No dia da abertura haverá sessão de autógrafos dos livros "Florianópolis, Ilha da Magia e do Encanto", de José Reginaldo Galão, "Transe" de Claudia Silva Amado e lançamento do livro "Curvas da Vida" de Milka Lorena Plaza Carvajal.




quinta-feira, 13 de julho de 2017

TANKA

Estamos estudando o Minimalismo nas artes e Letras. Este estudo será realizado nos meses de Julho e Agosto.

Tanka
Estilo de poesia japonesa. Literalmente tanka significa "poema curto" (tan - curto, breve; e ka - poema ou
música) e é formada por 31 sílabas (versos de 5 - 7 - 5 - 7 - 7 sílabas respectivamente). Sua origem está no
waka, termo genérico para designar a poesia aristocrática (também de 31 sílabas). Esta forma poética foi muito utilizada entre os séculos VI e VIII, no Japão. Há mais de 4 mil  poemas no estilo. Como já citado acima, é composto de 5-7-5-7-7 sílabas ou poema de 31 sílabas. Chama a atenção porque ele se divide em duas estrofes: a primeira formada por 5-7-5 sílabas, chamada de kami no ku ("primeiro verso") e a segunda, com 7-7 sílabas, chamada de shimo no ku ("último verso"). Depois de um tempo o tanka passou a ser composto por 2 pessoas. Uma ficaria encarregada pela primeira estrofe(denominada: hokku) e outra pela segunda estrofe (denominada wakiku). Segundo textos essa forma de poema tornou-se uma coqueluche nos anos de 1186-1339, no Japão.A forma poética ficou tão disseminada que passou a ligar-se a outras estrofes da mesma medida, somando centena de versos. E a nova forma passou a chamar-se "renga" e, em seguida, "renga haikai, ou "renku". Depois de mais algum tempo e passando pelo seguimento dos monges, representantes da burguesia e artistas populares, a temática de simplificação do cotidiano foi enfatizada e o minimalismo passou a ser uma tendência seguida em várias formas da cultura japonesa (daí a expressão "poema curto"). Este movimento fez com que o hokku (primeira estrofe do renga haikai, ou simplesmente haikai) se tornasse autônoma. Surgindo então os Haikais (Haikai).

Fonte: Livro Haicais | Organizado por Rodolfo Witzig Guttilla



Outra definição
Como Escrever um Poema Tanka

O tanka (短歌 tan-kah "pequena canção") foi uma parte importante da poesia japonesa antes mesmo que os primeiros achados escritos fossem usados como waka (和歌 wah-kah "canção japonesa"), cerca do ano 700 antes de cristo, e ainda são escritos e publicados em centenas de grupos dedicados ao estudo e ao uso da forma nos últimos 20 anos. Mais pessoas fora do Japão vêm descobrindo as maravilhas do tanka e tentando reproduzir essa forma curta de poesia, que é a avó do haiku.

O tanka japonês, apesar de ser escrito com uma ou duas linhas, é na verdade feito de 5 frases, contendo cada uma cinco ou sete unidades sonoras (como as sílabas do português) para um total de 31. Já que essas unidades são muito menores que as nossas sílabas, e para melhor aproximar a aparência e o som do tanka japonês, damos a cada frase uma linha, e para manter o formato, fazemos as linhas curta, longa, curta, longa, longa (o padrão tradicional é 5-7-5-7-7).

Você já pode reconhecer que o início de um tanka parece com um haiku e as duas formas são relacionadas de muitas maneiras. Entretanto, as duas linhas adicionais no fim permitem uma adição de observações ou sentimentos mais subjetivos ou emocionais. O tanka é muito mais lírico e permite a expressão de opiniões, sentimentos e pensamentos, ao passo que o haiku, que é mais curto, não.

O tanka japonês também é dividido em uma seção superior (semelhante ao início do haiku) e a seção inferior (as duas linhas longas). A arte e a elaboração do tanka vêm do relacionamento e da expressão entre essas duas seções. Geralmente, a linha do meio serve como uma articulação -- pense como um portão de jardim que abre dos dois lados -- então, o pensamento na seção superior pode mudar na inferior. Essa mudança deve mostrar uma nova voz, lugar, tempo ou humor. Um exemplo poderia ser esse poema da maior poetisa de tanka no Japão,Akiko Yosano.

após meu banho
eu me visto sorrindo
e o grande espelho
um retrato de ontem
que não se pode negar


quinta-feira, 1 de junho de 2017

Continuamos a estudar Construtivismo russo

Continuamos a estudar a respeito do Construtivismo russo. O que mais descobrimos?
O projeto construtivista tinha uma dimensão radical quando visava a construção de uma linguagem densa, não submetida à opacidade da reflexão do senso comum, que visava um deslocamento dos sentidos, a construção de uma experiência estética que desconstruía as certezas cotidianas. Porém, a contrapartida disso era sua dimensão disciplinadora, que ansiava por confundir a ação humana com a lógica maquinal, o represamento do desejo pela técnica. Essa é a grande ambivalência do construtivismo. E, como se sabe, os desdobramentos históricos da Rússia comunista, com a formação do governo totalitário de Stálin, acabaram por fortalecer essa segunda dimensão, esgarçando todas as possibilidades transgressoras que o construtivismo defendia.

Peterson Soares Pessoa, Construtivismo Russo e a Encomenda Social: Sergei M. Eisenstein em http://www.anpap.org.br/2008/artigos/057.pdf

Briony Fer, A linguagem da construção em Realismo, Racionalismo, Surrealismo: a arte no entre-guerras, p. 127.
Briony Fer, A linguagem da construção em Realismo, Racionalismo, Surrealismo: a arte no entre-guerras, p. 114.

Aqui vai um poema de Maiakovsky que atravessou por essa época na Russia:

Comumente é assim - (Maiakovsky)

Cada um ao nascer
traz sua dose de amor,
mas os empregos,
o dinheiro,
tudo isso,
nos resseca o solo do coração.
Sobre o coração levamos o corpo,
sobre o corpo a camisa,
mas, isto é pouco.
Alguém
imbecilmente
inventou os punhos
e sobre os peitos
fez correr o amido de engomar.
Quando os velhos se arrependem
a mulher se pinta
o homem faz ginástica
pelo sistema Müller.
Mas é tarde.
A pele enche-se de rugas
o amor floresce,
floresce,
e depois desfolha.



quinta-feira, 11 de maio de 2017

Construtivismo nas artes e letras

Começamos a estudar o construtivismo nas artes e letras. Continuaremos com este tema até junho. Do que se trata?