Histórico da Oficina Literária Letras no Jardim

A Oficina Literária surgiu em maio de 2008 nos jardins de uma casa. Eram quatro escritores que discutiam seus escritos. O grupo foi crescendo e passamos a ocupar o auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina. Começamos a estudar os diferentes gêneros literários. Poesia, conto, crônica, romance, dramaturgia. Durante a oficina de dramaturgia surgiu o grupo de teatro da Cia.de Teatro Letras no Jardim que tem apresentado várias peças e o grupo do cinema que já produziu dois curtas metragens e um documentário. Estes mais experimentais. Com o passar do tempo começamos a contar histórias nas escolas da cidade e em outras regiões de Santa Catarina.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

TANKA

Estamos estudando o Minimalismo nas artes e Letras. Este estudo será realizado nos meses de Julho e Agosto.

Tanka
Estilo de poesia japonesa. Literalmente tanka significa "poema curto" (tan - curto, breve; e ka - poema ou
música) e é formada por 31 sílabas (versos de 5 - 7 - 5 - 7 - 7 sílabas respectivamente). Sua origem está no
waka, termo genérico para designar a poesia aristocrática (também de 31 sílabas). Esta forma poética foi muito utilizada entre os séculos VI e VIII, no Japão. Há mais de 4 mil  poemas no estilo. Como já citado acima, é composto de 5-7-5-7-7 sílabas ou poema de 31 sílabas. Chama a atenção porque ele se divide em duas estrofes: a primeira formada por 5-7-5 sílabas, chamada de kami no ku ("primeiro verso") e a segunda, com 7-7 sílabas, chamada de shimo no ku ("último verso"). Depois de um tempo o tanka passou a ser composto por 2 pessoas. Uma ficaria encarregada pela primeira estrofe(denominada: hokku) e outra pela segunda estrofe (denominada wakiku). Segundo textos essa forma de poema tornou-se uma coqueluche nos anos de 1186-1339, no Japão.A forma poética ficou tão disseminada que passou a ligar-se a outras estrofes da mesma medida, somando centena de versos. E a nova forma passou a chamar-se "renga" e, em seguida, "renga haikai, ou "renku". Depois de mais algum tempo e passando pelo seguimento dos monges, representantes da burguesia e artistas populares, a temática de simplificação do cotidiano foi enfatizada e o minimalismo passou a ser uma tendência seguida em várias formas da cultura japonesa (daí a expressão "poema curto"). Este movimento fez com que o hokku (primeira estrofe do renga haikai, ou simplesmente haikai) se tornasse autônoma. Surgindo então os Haikais (Haikai).

Fonte: Livro Haicais | Organizado por Rodolfo Witzig Guttilla



Outra definição
Como Escrever um Poema Tanka

O tanka (短歌 tan-kah "pequena canção") foi uma parte importante da poesia japonesa antes mesmo que os primeiros achados escritos fossem usados como waka (和歌 wah-kah "canção japonesa"), cerca do ano 700 antes de cristo, e ainda são escritos e publicados em centenas de grupos dedicados ao estudo e ao uso da forma nos últimos 20 anos. Mais pessoas fora do Japão vêm descobrindo as maravilhas do tanka e tentando reproduzir essa forma curta de poesia, que é a avó do haiku.

O tanka japonês, apesar de ser escrito com uma ou duas linhas, é na verdade feito de 5 frases, contendo cada uma cinco ou sete unidades sonoras (como as sílabas do português) para um total de 31. Já que essas unidades são muito menores que as nossas sílabas, e para melhor aproximar a aparência e o som do tanka japonês, damos a cada frase uma linha, e para manter o formato, fazemos as linhas curta, longa, curta, longa, longa (o padrão tradicional é 5-7-5-7-7).

Você já pode reconhecer que o início de um tanka parece com um haiku e as duas formas são relacionadas de muitas maneiras. Entretanto, as duas linhas adicionais no fim permitem uma adição de observações ou sentimentos mais subjetivos ou emocionais. O tanka é muito mais lírico e permite a expressão de opiniões, sentimentos e pensamentos, ao passo que o haiku, que é mais curto, não.

O tanka japonês também é dividido em uma seção superior (semelhante ao início do haiku) e a seção inferior (as duas linhas longas). A arte e a elaboração do tanka vêm do relacionamento e da expressão entre essas duas seções. Geralmente, a linha do meio serve como uma articulação -- pense como um portão de jardim que abre dos dois lados -- então, o pensamento na seção superior pode mudar na inferior. Essa mudança deve mostrar uma nova voz, lugar, tempo ou humor. Um exemplo poderia ser esse poema da maior poetisa de tanka no Japão,Akiko Yosano.

após meu banho
eu me visto sorrindo
e o grande espelho
um retrato de ontem
que não se pode negar


quinta-feira, 1 de junho de 2017

Continuamos a estudar Construtivismo russo

Continuamos a estudar a respeito do Construtivismo russo. O que mais descobrimos?
O projeto construtivista tinha uma dimensão radical quando visava a construção de uma linguagem densa, não submetida à opacidade da reflexão do senso comum, que visava um deslocamento dos sentidos, a construção de uma experiência estética que desconstruía as certezas cotidianas. Porém, a contrapartida disso era sua dimensão disciplinadora, que ansiava por confundir a ação humana com a lógica maquinal, o represamento do desejo pela técnica. Essa é a grande ambivalência do construtivismo. E, como se sabe, os desdobramentos históricos da Rússia comunista, com a formação do governo totalitário de Stálin, acabaram por fortalecer essa segunda dimensão, esgarçando todas as possibilidades transgressoras que o construtivismo defendia.

Peterson Soares Pessoa, Construtivismo Russo e a Encomenda Social: Sergei M. Eisenstein em http://www.anpap.org.br/2008/artigos/057.pdf

Briony Fer, A linguagem da construção em Realismo, Racionalismo, Surrealismo: a arte no entre-guerras, p. 127.
Briony Fer, A linguagem da construção em Realismo, Racionalismo, Surrealismo: a arte no entre-guerras, p. 114.

Aqui vai um poema de Maiakovsky que atravessou por essa época na Russia:

Comumente é assim - (Maiakovsky)

Cada um ao nascer
traz sua dose de amor,
mas os empregos,
o dinheiro,
tudo isso,
nos resseca o solo do coração.
Sobre o coração levamos o corpo,
sobre o corpo a camisa,
mas, isto é pouco.
Alguém
imbecilmente
inventou os punhos
e sobre os peitos
fez correr o amido de engomar.
Quando os velhos se arrependem
a mulher se pinta
o homem faz ginástica
pelo sistema Müller.
Mas é tarde.
A pele enche-se de rugas
o amor floresce,
floresce,
e depois desfolha.



quinta-feira, 11 de maio de 2017

Construtivismo nas artes e letras

Começamos a estudar o construtivismo nas artes e letras. Continuaremos com este tema até junho. Do que se trata?

quinta-feira, 16 de março de 2017

Criatividade

Começamos a estudar a Criatividade em nossa Oficina de Criação Literária. Trabalharemos este assunto nos meses de Março e Abril.
Do que se trata?
Criar só é possível quando o cérebro detém uma grandiosa e alargada variedade de conhecimentos e informações, fazendo com que as associações de ideias, ocorram de uma forma mais fluida e direcionada. Essas associações permitirão alcançar as ideias e conceitos novos, de uma forma única e original. Porém, para que o processo criativo nas organizações, nomeadamente nas Instituições de Ensino Superior, seja eficaz e eficiente, torna-se necessário e decisivo a aceitação por parte das mesmas, das suas ideias e da liberdade de expressão no meio em que se executam.
O processo criativo refere-se a algo atendido por outras pessoas, e que se harmonize com as expectativas e valores de um determinado grupo de indivíduos. Somente desta forma, será visto como algo importante e decisivo, num mercado produtivo e evolutivo, que possa vender a ideia ou mesmo solucionar situações complicadas e / ou expandir novos produtos ou serviços. Cada vez mais o setor do Ensino está mais criativo e inovador, no que diz respeito à diversidade de cursos, cada vez mais adaptados ao mercado de trabalho.
O setor do Ensino Superior, não foge à regra no que respeita à criatividade, pelo fato de, devido ao constante desenvolvimento do mercado, ser imperativo, uma adaptação, o mais expansiva possível, atendendo às constantes mutações existentes.
Nas atividades realizamos jogos da memória, trabalhamos as sensações e a improvisação.







sexta-feira, 10 de março de 2017

INICIO DAS ATIVIDADES - 2017

A OFICINA LITERÁRIA LETRAS NO JARDIM REINICIA SUAS ATIVIDADES DE CRIAÇÃO LITERÁRIA NA SEXTA-FEIRA 10 DE MARÇO DAS 16:00H ÀS 18:00H NO ESPAÇO CULTURAL RITA MARIA, NO TÉRREO DA RODOVIÁRIA DE FLORIANÓPOLIS.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Modernismos, Vanguardas e Final de ano

Acabamos o ano de 2016 com alegria e sensação de quero mais. Cada ano passa muito rápido. Depois da atividade do Encontro Latinoamericano continuamos nossos estudos. Vimos o Modernismo nas artes e letras e estudamos artistas que se destacaram no final do século XIX e início do séulo XX. Além disso estudamos escritores modernistas que nos influenciam até hoje.

Modernismo
Chama-se genericamente modernismo (ou movimento modernista) o conjunto de movimentos culturais, escolas e estilos que permearam as artes e o design da primeira metade do século XX. Apesar de ser possível encontrar pontos de convergência entre os vários movimentos, eles em geral se diferenciam e até mesmo se antagonizam.
Encaixam-se nesta classificação, dentre outros campos culturais, a literatura, a arquitetura, design, pintura, escultura, teatro e a música modernas.
O movimento modernista baseou-se na ideia de as formas "tradicionais" das artes plásticas, literatura, design, organização social e da vida cotidiana tornaram-se ultrapassadas, e que se fazia fundamental deixá-las de lado e criar no lugar uma nova cultura. Esta constatação apoiou a ideia de reexaminar cada aspecto da existência, do comércio à filosofia, com o objetivo de achar o que seriam as "marcas antigas" e substituí-las por novas formas, e possivelmente melhores, de se chegar ao "progresso". Em essência, o movimento moderno argumentava que as novas realidades do século XX eram permanentes e eminentes, e que as pessoas deveriam se adaptar a suas visões de mundo a fim de aceitar que o que era novo era também bom e belo.
A palavra moderno também é utilizada em contraponto ao que é ultrapassado. Neste sentido, ela é sinónimo de contemporâneo, embora, do ponto de vista histórico-cultural, moderno e contemporâneo abranjam contextos bastante diversos.
No Brasil, os principais artifícios do movimento modernista não se opunham a toda realização artística anterior a deles. A grande batalha se colocava contra ao passadismo, ou seja, tudo aquilo que impedisse a criação livre. Pode-se, assim, dizer que a proposta modernista era de uma ruptura estética quase completa com o engrossamento da arte encontrado nas escolas anteriores e de uma ampliação dos horizontes dessa arte antes delimitada pelos padrões académicos. Em paralelo à ruptura, não se pode negar o desejo dos escritores em conhecer e explorar o passado como fonte de criação, não como norma para se criar. Como manifestações desse desejo por ruptura, que ao mesmo tempo respeitavam obras da tradição literária, temos o Manifesto da Poesia Pau-Brasil, o livro Macunaíma, o retrato de brasileiros através das influências cubistas de Tarsila do Amaral, o livro Casa Grande & Senzala, dentre inúmeros outros. Revistas da época também se dedicaram ao tema, tais como Estética, Klaxon e Antropofagia, que foram meios de comunicação entre o movimento, os artistas e a sociedade.

As vanguardas trouxeram o novo para o mundo das letras e artes. Estudamos o expressionismo, realismo, surrealismo, impressionismo. A vanguarda  significa, literalmente, a guarda avançada ou a parte frontal de um exército Seu uso data de inícios do XX, se referindo a setores de maior pioneirismo, consciência ou combatividade dentro de um determinado movimento social, político, científico ou artístico. Nas artes, a vanguarda produz a ruptura de modelos preestabelecidos, defendendo formas antitradicionais de arte e o novo nas fronteiras do experimentalismo.

As principais correntes de vanguarda foram:
Cubismo: Tendência artística que influenciou escritores e artistas plásticos no início do século 20, o Cubismo deixou suas marcas ao imprimir novas técnicas narrativas que fragmentavam a realidade e permitiam uma desconstrução da visão clássica sobre o tempo e o espaço. Na Literatura Brasileira, sua influência pode ser percebida por meio da leitura do livro Memórias Sentimentais de JoãoMiramar, de Oswald de Andrade.
Futurismo: Entre as outras tendências vanguardistas, o Futurismo, difundido principalmente por meio de manifestos (vide o Manifesto Futurista escrito pelo poeta Filippo Tommaso Marinetti), foi o movimento mais radical e subversivo. No Brasil, suas características podem ser encontradas na obra literária de Mário de Andrade.
Dadaísmo: Criado na Suíça durante a Primeira Guerra Mundial, o Dadaísmo surgiu como resposta ao clima de instabilidade provocado pelo conflito bélico. Sua principal característica é a linguagem peculiar, permeada pelo deboche e pelos ilogismos dos textos, além da aversão a qualquer conceito racionalizado sobre a arte.
ExpressionismoTendência artística que valorizava a subjetividade, o Expressionismo surgiu no começo do século XX e foi representado por pintores alemães e franceses. Opondo-se à estética impressionista, os expressionistas preconizavam a arte como elemento legítimo para a expressão dos sentimentos do artista.
Surrealismo: Surgido na França em 1924, o Surrealismo defendeu a criação por meio das experiências nascidas no imaginário e da atmosfera onírica. Na Literatura Brasileira, influenciou escritores como Oswald e Mário de Andrade e, posteriormente, Murilo Mendes e Jorge de Lima (escritores da geração de 1930).
No Brasil, todas essas tendências foram chamadas de Modernismo, movimento que equivale ao Futurismo, para os italianos, e ao Expressionismo, para os alemães. Graças à Semana de Arte Moderna de 1922, o movimento de renovação tomou rumos definidos em nosso país, apresentando propostas consistentes.
Nosso final de ano trouxe alegrias pela missão cumprida de mais um ano repleto de atividades.









quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Curadoria e obras do III Encontro Latinoamericano de Artes e Letras

Como Curadora do III Encontro Latinoamericano de Artes e Letras posso dizer que a exposição de arte está composta de obras que transitam entre o surrealismo, grafite, figuras do cotidiano, do folclore da Ilha de Santa Catarina, assim como de intervenções com materiais inusitados como o sagu e o macarrão. Mosaicos e esculturas em PVC completam o conjunto, assim como pranchas de surf desenhadas a mão pelo artista. Telas pintadas em seda se intercalam entra as obras ao serem penduradas pelos suportes de madeira e Uruguai, Chile, Argentina, Peru e Brasil mostram que a arte continua a ser o elo de ligação entre os povos e suas manifestações culturais. Escritores presentes deixaram suas crônicas, contos, poesias e pesquisas para serem admiradas pelos leitores que visitam o hall de entrada da Biblioteca Pública de Santa Catarina. É uma honra fazer parte deste grupo de artistas, escritores e pesquisadores.
Milka Plaza  - Mestre em Arte Educação, artista plástica e escritora – Membro da Academia de Letras do Brasil, Academia de Letras de Palhoça e da Academia Boituvense de Letras e Artes (Boituva/ SP).

Todas as obras expostas estão à venda. Quem quiser adquirir deve visitar o local e entrar em contato por meio do email:

letrasnojardim@gmail.com