Histórico da Oficina Literária Letras no Jardim

A Oficina Literária surgiu em maio de 2008 nos jardins de uma casa. Eram quatro escritores que discutiam seus escritos. O grupo foi crescendo e passamos a ocupar o auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina. Começamos a estudar os diferentes gêneros literários. Poesia, conto, crônica, romance, dramaturgia. Durante a oficina de dramaturgia surgiu o grupo de teatro da Cia.de Teatro Letras no Jardim que tem apresentado várias peças e o grupo do cinema que já produziu dois curtas metragens e um documentário. Estes mais experimentais. Com o passar do tempo começamos a contar histórias nas escolas da cidade e em outras regiões de Santa Catarina. Atualmente estamos no Espaço Cultural Rita Maria - segundo piso da Rodoviária, no centro da cidade de Florianópolis.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Poema desde Chile

Este poema nos foi enviado por Doris Carvajal, escritora e professora de castellano, desde Chile.
 
Venganza 
Nunca había matado a alguien y hoy lo hice.
Aplasté su recuerdo hasta que el último verso expiró.
Fui borrando una a una las metáforas vividas
Y todo aliento, toda lágrima y todo sudor
se fue en espirales terribles, surcando el infinito.
Nunca había tenido un corazón en la mano,
pero como ya no latía, no tuve miedo de apretarlo hasta verlo estrujado.
Tu corazón, ternura mía, fue deshecho en mi palma
y al hacerlo me negué a contemplar su sanguinolienta estela.
Quemé una a una toda visión,
toda ilusión,
todo lo vivido,
todo lo amado
y
todo lo escrito.

Hoy pondré una lápida alegre a tu nombre.
Pero no lo escribiré otra vez, para que nadie lo pronuncie.
En ese silencio entonces,
te irás apagando lentamente,
Como la brasa postrera de una fogata olvidada.

Doris Muñoz Carvajal
Valdivia - Chile

sábado, 19 de julho de 2014

Inauguração da Biblioteca da Oficina Literária Letras no Jardim

Dia 18 de julho às 18:00h foi realizada a abertura da biblioteca da Oficina Literária Letras no Jardim no Espaço Cultural Rita Maria, no segundo piso da Rodoviária de Florianópolis. Colegas escritores, amigos e familiares estiveram presente. Contamos com a interpretação belíssima do músico Osmar Quiñonez que interpretou lindas melodias com sua harpa. Ivonita di Concílio cantou em espanhol o que parecía ser uma milonga (parente do tango); Amara Martino se inspirou na melodia da harpa e realizou uma performance improvisada a qual lembrava os movimentos soltos de Isadora Duncan (bailarina norteamericana que dançava livremente ao compasso da música); Paulo Berri leu um soneto de Milka Plaza que na ocasião relançou o livro de poemas e contos "Ao som do mar", sendo acompanhado pelo som da harpa.
A seguir, fotos do momento e a finalização com o poema criado nessa noite especial pelo poeta Paulo Berri.























Escritores de vários grupos literários e Academias nos prestigiaram como Academia de Letras e Artes de Florianópolis, Academia de Letras do Brasil seccional Florianópolis, Associação Literária de Florianópolis, Academia de Contadores de Histórias do Brasil, Academia Alcantarense de Letras, Academia de Letras de São José, Academia Desterrense de Letras, Academia de Letras de Nova Trento, Associação dos Contistas, Poetas e Cronistas de Santa Catarina e escritores como Elena Lamego, Carmem Tridapali, Maria da Graça Fornari, Paulo Berri, Claudete Terezinha da Mata, Amara Martino, Inês Carmelita Lohn, Susana Zilli de Melo, Ivonita di Concílio, Donato Ramos, Giovanna Mazzaro, Milka Plaza, Claudia Silva Amado e Katia Rebello.

A seguir o poema do escritor Paulo Berri escrito essa noite.
(re) Nascedouro

O Movimento disforme
                            Em si
Desperta o que aguarda por existir...
Encubado N´alma
Estanca a ferida
                           Chamada inércia
Faz palpitar o acaso
Outrora silente
E como que – num lampejo discreto
         RENASCE  -  REFAZ
Num OUSAR necessário
Porque é na ousadia do Novo
         O nascedouro do combustível
                   Que refreia a morte
# Inspiração dupla: o poema lido pelo Zezeca (João José Pereira) e a dança improvisada de Amara Martino.  Obrigado!

Paulo Berri.


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Biblioteca da Oficina Literária Letras no Jardim

Sexta-feira 18 de Julho, das 17:00h às 19:00h será inaugurada a Biblioteca da Oficina Literária Letras no Jardim, com o apoio do Espaço Cultural Rita Maria localizado no segundo piso da Rodoviária de Florianópolis. Teremos apresentação de Harpa do Artista Osmar Quiñonez, Relançamento do livro de contos e poesias "Ao Som do Mar" de Milka Plaza e uma cerimônia de abertura que representará o início das atividades de consulta ao acervo.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Atividades Literárias

A partir de Julho até final de Agosto nos dedicaremos à metrificação dos poemas. O que é isso?
É só comparecer a nossos encontros de poesias, sempre às sextas-feiras das 17:00h às 18:30h no Espaço Cultural Rita Maria, segundo piso da rodoviária de Florianópolis.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Canciones de amor - Diego Armando Lizana Muñoz

Desde Chile, recebemos esta prosa poética.
O escritor Diego Armando Lizana Muñoz nos brinda com seus escritos e saúda os escritores desta terra.

Sumido en la soledad de mis pensamientos,
sentado afuera de mi casa.
Un cigarro paulatinamente se desvanece entre mis dedos
y mientras veo el humo lentamente irse pienso,
pienso en qué será de ti,
mujer que sin querer has abierto las puertas de mis rincones más inhóspitos
y me has sacado de golpe de mi solitaria rutina.
Sólo tu haces que la distancia duela y que el tiempo vuele.
Sólo tu conviertes una simple sonrisa en algo tan bello como complejo,
y es que mis difusas emociones contigo encuentran luz para aclararse.
Tus palabras buscan cariño, 
cariño que con todo gusto he de otorgarte. 
Sólo quiero que mis palabras en melodías se conviertan
 y que estas a tus oídos lleguen, 
que mis intenciones sean claras. 
No importará si mi más oscuro temple estará presente en el día más odioso, 
aún en ese día mi apoyo será incondicional y hacerte feliz será mi ideal. 
Quiero que nunca se me olvide saludarte al alba y despedir el día con un beso .

***
 Sueñas con un mundo justo
 pero no sabes si aun estas listo
 La vida es para amar con locura
 Si no estas dispuesto
 tu vida fijo sera oscura
 Amarte no es egocentrismo
 Es aprender a conocerte a ti mismo
 Y sueñas con ese beso perfecto
 Cuando enrealidad ese beso no existe es un invento
 Es el momento que es perfecto
 porque no se repite se lo lleva el viento
 Se lo lleva el viento pero no la memoria
 Donde te hayas tu ahora mismo haciendo historia.

***

 Pasa el tiempo y las palabras vuelan
 Pero mis sentimientos por ti no cesan
 Susurro al silencio que te extraño
 Mas nada me devolverá todos esos años
 La situación como todas es solucionable
 Mejor comenzar de cero y con el reloj ser amable
 El tiempo dira cuando pueda abrazarte
 Y que ni mis palabras expresen cuanto tuve que extrañarte

***


sexta-feira, 13 de junho de 2014

O que é Prosa Poética - exemplos

PROSA POÉTICA, também chamada poesia em prosa, é a poesia escrita em prosa, isto é, sem as características do poema: métrica, ritmo, rima e outros elementos sonoros. Um texto escrito em forma de prosa pode ser considerado “poesia", se sua função for poética, ou seja, se exprimir emoções e sentimentos. Como exemplo, podemos citar as obras de Cruz e Sousa: Tropos e Fantasias (1893); Missal (1893); Evocações (1898); Outras Evocações (obra póstuma) e Dispersos (obra póstuma), além do romance Iracema, de José de Alencar.

BRISA MARINHA - Mallarmé

Tradução: Augusto de Campos

A carne é triste, sim, e eu li todos os livros.
Fugir! Fugir! Sinto que os pássaros são livres,
Ébrios de se entregar à espuma e aos céus
[ imensos.
Nada, nem os jardins dentro do olhar suspensos,
Impede o coração de submergir no mar
Ó noites! nem a luz deserta a iluminar
Este papel vazio com seu branco anseio,
Nem a jovem mulher que preme o filho ao seio.
Eu partirei! Vapor a balouçar nas vagas,
Ergue a âncora em prol das mais estranhas
[ plagas!

Um Tédio, desolado por cruéis silêncios,
Ainda crê no derradeiro adeus dos lenços!
E é possível que os mastros, entre ondas más,
Rompam-se ao vento sobre os náufragos, sem
[ mas-
Tros, sem mastros, nem ilhas férteis a vogar...
Mas, ó meu peito, ouve a canção que vem do
[ mar!


BRISE MARINE

La chair est triste, hélas! et j´ai lu tous les
[ livres.
Fuir! là-bas fuir ! Je sens que des oiseaux sont
[ ivres
D´être parmi l´écume inconnue et les cieux!
Rien, ni les vieux jardins reflétés par les yeux
Ne retriendra ce coeur qui dans la mer se
[ trempe
O nuits ! ni la clarté déserte de ma lampe
Sur le vide papier que la blancheur défend
Et ni la jeune femme allaitant son enfant.
Je partirai ! Steamer balançant ta mâture,
Lève l´ancre pour une exotique nature!

Un Ennui, désolé par les cruels espoirs,
Croit encore à l´adieu suprême des mouchoirs!
Et, peut-être, les mâts, invitant les orages
Sont-ils de ceux qu´un vent penche sur les
[ naufrages
Perdus, sans mâts, sans mâts, ni fertiles îlots...
Mais, ô mon coeur, entends le chant des
[ matelots!
Stéphane Mallarmé

Hino à Beleza (tradução) - Baudelaire
Virás do céu profundo ou surges do abismo,
Beleza? O teu olhar, infernal e divino,
Gera confusamente o crime e o heroísmo,
E podemos, por isso, comparar-te ao vinho.

Conténs no teu olhar o poente e a aurora;
Expandes os teus odores qual noite de trovoada;
Teus beijos são um filtro e uma ânfora, a boca
Tornando o herói covarde e a criança arrojada.

Vens da treva mais negra ou descerás dos astros?
Encantado, o Destino é um cão que te segue;
Semeias ao acaso alegrias, desastres,
E por dominares tudo é que nada te interessa.

Caminhas sobre os mortos, que são o teu gozo;
Das tuas jóias, o Horror é das que mais fascina,
E entre tais enfeites, o próprio Assassínio,
Vai dançando feliz no teu ventre orgulhoso.

O inseto, deslumbrado, procura-te a chama,
Arde crepita e diz: Benzamos esta Luz!
O apaixonado trêmulo, aos pés da sua dama,
Parece um moribundo a afagar o sepulcro.

Mas que venhas do céu ou do inferno, que importa,
Beleza! Monstro ingênuo, assustador, excessivo!
Se o teu olhar, teus pés, teu riso, abrem a porta
De um Infinito que amo e nunca conheci?

De Satanás ou de Deus, que importa? Anjo ou Sereia,
Se tu tornas – ó fada de olhos de veludo,
Ritmo, perfume, luz, ó rainha perfeita! –
Mais leve cada instante e menos feio o mundo?

Tradução: Fernando Pinto do Amaral