Histórico da Oficina Literária Letras no Jardim

A Oficina Literária surgiu em maio de 2008 nos jardins de uma casa. Eram quatro escritores que discutiam seus escritos. O grupo foi crescendo e passamos a ocupar o auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina. Começamos a estudar os diferentes gêneros literários. Poesia, conto, crônica, romance, dramaturgia. Durante a oficina de dramaturgia surgiu o grupo de teatro da Cia.de Teatro Letras no Jardim que tem apresentado várias peças e o grupo do cinema que já produziu dois curtas metragens e um documentário. Estes mais experimentais. Com o passar do tempo começamos a contar histórias nas escolas da cidade e em outras regiões de Santa Catarina.

domingo, 14 de novembro de 2010

Poema Processo

No último encontro estudamos este assunto e ficou de tarefa a elaboração de um poema com estas características.
é um movimento artístico desenvolvido no período de 1967 a 1972, decorrente do concretismo.
Lançado simultaneamente em Natal e no Rio de Janeiro por Moacy Cirne, Wlademir Dias Pino, Alvaro de Sá, Neide Dias de Sá, Anselmo Santos, Dailor Varela, Anchieta Fernandes, Falves Silva, Nei Leandro de Castro, Sanderson Negreiros, Pedro Bertolino, Hugo Mund Jr. dentre outros. Em seguida, Joaquim Branco, Sebastião Carvalho, José Arimathéa, Ronaldo Werneck e, mais tarde, Jota Medeiros e Bianor Paulino se incorporaram ao movimento, com seus poemas semiótico-gráfico-visuais, além dos projetos semântico-verbais.
O primeiro texto-manifesto foi publicado em abril de 1968 na 4ª Exposição Nacional de Poema Processo no Museu de Arte Moderna da Bahia, lançando as idéias que norteariam a prática e teoria do grupo: criar um objeto artístico reprodutível que atendesse às necessidades de informação e comunicação das massas, pautado pela lógica do consumo imediato. O sentido da palavra "poema" é tão ampliado que pode denominar uma passeata ou outra performance coletiva, bem como um objeto gráfico desprovido de letras ou palavras.

Para construção desse objeto/poema criou-se uma teoria/guia que descreve os caminhos trilhados pelos criadores na busca de uma identidade criativa e da formação do que se construiria como diferencial em relação às outras vanguardas. Forma-se um mapa de leituras, cria-se a hipertextualidade desse código, desdobram-se os signos lingüísticos e visuais, busca-se em discurso e em representação gráficas a resignificação das coisas do mundo que se desdobrará em possibilidades de realidade identitária. Isso ocorre pela despersonificação do poeta em favor da cadeia criativa tanto de consumo como instauradora de novos versos desse objeto/poema que a cada manipulação pelo leitor/emissor ganhará o status de novo dentro da criação.

Fonte: Literatura Contemporânea

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