Histórico da Oficina Literária Letras no Jardim

A Oficina Literária surgiu em maio de 2008 nos jardins de uma casa. Eram quatro escritores que discutiam seus escritos. O grupo foi crescendo e passamos a ocupar o auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina. Começamos a estudar os diferentes gêneros literários. Poesia, conto, crônica, romance, dramaturgia. Durante a oficina de dramaturgia surgiu o grupo de teatro da Cia.de Teatro Letras no Jardim que tem apresentado várias peças e o grupo do cinema que já produziu dois curtas metragens e um documentário. Estes mais experimentais. Com o passar do tempo começamos a contar histórias nas escolas da cidade e em outras regiões de Santa Catarina.

sábado, 13 de julho de 2013

Manifesto à poesia - Flôr Kepah 19/08/2011.

Não estranhe a naturalidade de meu poema, de cada verso: contemporâneo, direto, livre, sem amarras... Estranhe o excesso de rebuscamento do verso alheio, geralmente, utilizado para mostrar o tamanho do Aurélio que carrega: léxicos. Palavras que se misturam sem apropriação, vagam por metáforas incompreensíveis, geralmente, por falta do que dizer, sem uma mensagem real, sem foco.  Não são diretas, não acompanham o presente, a velocidade da informação, o desprendimento da arte. Então, tornam-se obsoletas e descartáveis. Pior, com cara de outro século, com algumas poucas exceções: as obras dos gênios surrealistas sobrevivem ao tempo que, dali (trocadilho com o mestre Salvador Dalí) não morreu.

Pobre dos eruditos! Exageram em seus textos adornados, cheios de incompreensão. De tão ocultos, são incontestáveis, conseqüentemente, arrogantes e prepotentes. Assemelham-se a uma teia de aranha (envenena o outro), confusos e petulantes, tirados de um livro de história. Aprisionados a regras pré-impostas, medidas, sem coragem para rompê-las, em prol de algo novo, autêntico. Que espelhe os seus reais pensamentos, sentimentos e modos de ser, desnudos. Sem “plágio”, sem medo de desapegar-se do passado, mantendo- o no eterno olhar de admiração ao que foi condizente ao tempo: à construção arquitetônica Barroca, que em ruínas ou não, será sempre bela.  

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