Histórico da Oficina Literária Letras no Jardim

A Oficina Literária surgiu em maio de 2008 nos jardins de uma casa. Eram quatro escritores que discutiam seus escritos. O grupo foi crescendo e passamos a ocupar o auditório da Biblioteca Pública de Santa Catarina. Começamos a estudar os diferentes gêneros literários. Poesia, conto, crônica, romance, dramaturgia. Durante a oficina de dramaturgia surgiu o grupo de teatro da Cia.de Teatro Letras no Jardim que tem apresentado várias peças e o grupo do cinema que já produziu dois curtas metragens e um documentário. Estes mais experimentais. Com o passar do tempo começamos a contar histórias nas escolas da cidade e em outras regiões de Santa Catarina.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Continuamos a estudar Construtivismo russo

Continuamos a estudar a respeito do Construtivismo russo. O que mais descobrimos?
O projeto construtivista tinha uma dimensão radical quando visava a construção de uma linguagem densa, não submetida à opacidade da reflexão do senso comum, que visava um deslocamento dos sentidos, a construção de uma experiência estética que desconstruía as certezas cotidianas. Porém, a contrapartida disso era sua dimensão disciplinadora, que ansiava por confundir a ação humana com a lógica maquinal, o represamento do desejo pela técnica. Essa é a grande ambivalência do construtivismo. E, como se sabe, os desdobramentos históricos da Rússia comunista, com a formação do governo totalitário de Stálin, acabaram por fortalecer essa segunda dimensão, esgarçando todas as possibilidades transgressoras que o construtivismo defendia.

Peterson Soares Pessoa, Construtivismo Russo e a Encomenda Social: Sergei M. Eisenstein em http://www.anpap.org.br/2008/artigos/057.pdf

Briony Fer, A linguagem da construção em Realismo, Racionalismo, Surrealismo: a arte no entre-guerras, p. 127.
Briony Fer, A linguagem da construção em Realismo, Racionalismo, Surrealismo: a arte no entre-guerras, p. 114.

Aqui vai um poema de Maiakovsky que atravessou por essa época na Russia:

Comumente é assim - (Maiakovsky)

Cada um ao nascer
traz sua dose de amor,
mas os empregos,
o dinheiro,
tudo isso,
nos resseca o solo do coração.
Sobre o coração levamos o corpo,
sobre o corpo a camisa,
mas, isto é pouco.
Alguém
imbecilmente
inventou os punhos
e sobre os peitos
fez correr o amido de engomar.
Quando os velhos se arrependem
a mulher se pinta
o homem faz ginástica
pelo sistema Müller.
Mas é tarde.
A pele enche-se de rugas
o amor floresce,
floresce,
e depois desfolha.



Nenhum comentário: